segunda-feira, julho 06, 2009

Adeus aos meus amores que me vou....

A minha escola está metida em contentores mas eu.... que achava que ia algures prali até não me importei. Afinal voltei a ficar no limbo dos concursos: Não colocada! Agora, já nem nos contentores vou dar aulas....

Considerando o que praí vai, não é mau de todo. Eu sou das primeiras dos outros 38000 de que fala o ministério, que ainda faltam colocar e sei que vou ficar colocada na próxima volta. Se não o for, também não faz muito mal, uma vez que, como professora de QZP, sou efectiva e o ministério, por enquanto é obrigado a pagar-me o ordenado por inteiro. Fico na escola onde estou até que me seja atribuido um outro lugar algures.

O que me chateia, é que eu vou sair do limbo antes dos horários dos outros cursos, tipo CEF, Profissionais, EFA, RVCC e afins terem a sua autorização anual para abrir. Actualmente, estes cursos representam quase 50% da oferta de escolas mas, para os concursos dos docentes, ainda não existem como necessidades efectivas, o que faz com que um concurso por graduação seja pervertido logo à partida, fazendo com que os mais graduados sejam colocados nas suas últimas opções para, apenas alguns dias depois, ficarem nas suas primeiras preferências, professores que, nalguns casos, estão mais de 500 lugares atrás.

E é assim, mais um ano pendurada algures no limbo do sistema educativo. Ricardo Reis é que o dizia bem:

"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias."

Quase enclausurados.... (by Loca....) Untitled (by Loca....)


A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás

A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo

Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal

Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo

É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé

1 comentário:

Pedro Lopes disse...

aberrações