domingo, dezembro 28, 2008

Afinal não estava tudo bem....

Aqueles testes médicos que fiz há umas semanas atrás e que diziam que tudo estava bem.... bem, não estava.
Apanhei uma virose que me deixou durante três dias de diarreia e a vomitar que nem me podia mexer. Apenas conseguia beber algum chá e água para os vomitar logo a seguir. Horrível.
Ao quarto dia, depois de ter passado a manhã a tratar dos meus queijinhos, senti que não tinha sequer forças para guiar até ao Barreiro, quanto mais ficar lá até às 23,00h. Resolvi finalmente ir ao médico. Fui de taxi, tive medo de guiar porque me sentia tonta e sem forças nas pernas. A minha mãe, sempre tão disponível, acompanhou-me. Quando lá chegamos, tratamos das inscrições e sentámo-nos à espera da vez. Tive que me levantar umas quantas vezes para ir vomitar à casa de banho mas, finalmente, lá fui atendida. A médica que me atendeu, bastante atenciosa, ouviu as minhas queixas, auscultou-me, apalpou-me a barriga, perguntou-me o que tinha comido nos últimos dias e se a pele da minha cara costumava ser assim. Eu nem tinha percebido como estava, a minha cara parecia um lagarto cheio de escamas. Ela, mandou-me ir com ela para outra sala para fazer uns exames. Eu devia estar completamente fora de mim porque não percebi que ela me tinha encaminhado para o SO. Assim que lá cheguei, deitaram-me numa maca, puseram-me a soro e tiraram-me sangue para análises. Entretanto, comecei a tossir, e pelos vistos, a minha constipação tinha um som nada agradável. A enfermeira de serviço veio ter comigo e ligou-me o dedo a uma máquina para de seguida mandar chamar a médica. Tinha apenas 82% de oxigénio, quando o normal é ter-se pelo menos 95%. Veio a médica que me tinha atendido que pediu a presença de um outro colega, que entre outras coisas me fez uma gasimetria. Dói tanto, foi horrível.
Assim que voltaram com os resultados, sentaram-se ao meu lado, com a minha irmã que entretanto tinha encontrado a minha mãe, e que lá estava para levantar uns exames, e disseram-me que tinha que ficar internada porque apenas tinha 54% de oxigénio no sangue, além de ter os níveis de potássio reduzidos a praticamente zero. Pediram-me autorização para me internarem, eu disse que sim, sabia lá o que havia de fazer.... e lá fiquei por quatro dias, a soro, com potássio e montes de antibióticos, a oxigénio e cheia de mordomias.
Tinha uma pneumonia.

Voltei para casa, fiquei de baixa por mais dez dias e apresentei-me na escola apenas na altura das avaliações. Cheguei no dia do almoço de Natal, que estava uma porcaria mas foi muito agradável porque gostei de estar aquelas duas horas a falar com muitos dos colegas e funcionários que são pessoas fabulosas. Ainda há muita gente boa nas escolas, apesar do que se diz por aí.

Na primeira reunião, fui bruta, como costumo ser. Perco a cabeça com o atraso dos meus colegas, sobretudo quando estes são os directores de turma, detesto que digam que a partir de agora as coisas se fazem assim ou assado sem fundamentar os porquês, sem conhecer a legislação e, peço sempre, que tudo aquilo com que não concordo fique em acta. Desta vez recusei-me a assinar a folha de presenças porque não tinha sequer os cabeçalhos preenchidos, pedi que ficasse em acta que me recuso a preparar os materiais dos EFA com a minha parceira de co-docência por duas razões: a primeira, porque ao contrário do que apregoam por aí, a co-docência é apenas no papel, eu dou as minhas aulas sem nenhum colega na sala para apoio e, a segunda, porque do meu horário não constam horas para preparar materiais com os colegas, as seis horas que me sobram, utilizo-as para preparar materiais para todos os anos e, não apenas para os EFA e não quero, de modo nenhum, ter que arranjar mais horas em contra horário que permitam reuniões semanais para preparar materiais que serão apenas apresentados por mim, não preciso de mais uma obrigação que me diga como devo fazer o meu trabalho.

Na segunda reunião, falei do comportamento de um aluno, maior de 18 anos, bem maior, que tem atitudes do mais incorrecto que há, tanto com professores, como com colegas. Quase todos os professores sabiam do que se passava, mas ninguém queria tomar a iniciativa de o tornar real, ninguém queria dizer e, sobretudo, deixar escrito que as atitudes deste aluno estão perto daquilo que se pode considerar agressão, quer verbal, quer física. Pois olha, não quero saber, disse-o eu. Ficou em acta que uma próxima atitude semelhante terá como consequência imediata um conselho de turma disciplinar com tudo aquilo que daí pode resultar. Senti-me bem por o ter feito mas senti-me mal por ter sido bruta e ter escolhido mal algumas as palavras utilizadas, assim como por me ter exaltado. Perde-se a razão quando se exalta e eu devia saber melhor dominar este feitiozinho que tenho.

As restantes reuniões correram muito bem, tudo sem sobressaltos, mesmo as complicações inerentes às turmas resolveram-se sem conttratempos e de forma bastante eficaz.

Depois fui ver a minha horta que continua a dar morangos, ainda não pararam de nascer desde que os plantei em Março, maravilha. As alfaces e as couves pediam água há muito e os pimentos não tinham praticamente crescido apesar de continuarem bastante viçosos. Reguei, arranquei algumas ervas daninhas e finalmente vim-me embora para gozar uns dias de paz e descanso com os meus queijinhos.


....

2 comentários:

num relance disse...

estás melhor?
espero que sim.
um dois mil e nove cheio
de coisas boas sem fim

:-)

Loca disse...

Estou fina. Tenho que deixar de fumar, claro. Hoje fui à consulta para ver como estão as coisas, voltei agora, sem ter sido atendida porque o médico ficou retido numa cirurgia.
Prá semana saberei se estou boa.
Bêjos
:))