sexta-feira, outubro 27, 2006

Mini encontro

Agradável, almoçar com a Cenoura do Lado e conversar com a jarreta... Havemos de repetir.
Poucos... (by Loca....)

quarta-feira, outubro 25, 2006

Diálogo

Um prólogo:
Na minha escola introduziram um sistema de cartões electrónicos que servem para tudo. Passa-se o cartão à entrada, quando se entra na escola, depois utiliza-se o cartão para tudo, carrega-se com dinheiro na papelaria e, só através deste sistema, se tem acesso aos vários serviços que a escola oferece. O sistema começou na segunda-feira dia 23 de Outubro. Excepcionalmente, na segunda feira, ainda se podiam comprar coisas no bar ou na papelaria e reprografia com dinheiro, a partir de hoje o uso do cartão era obrigatório.

Outro prólogo:
Para quem me conhece bem, sabe que eu leio tudo aquilo que encontro em placards, além disso, ainda construo menmónicas com o que leio para conseguir visualizar e memorizar o que diz em cada placard, pois não aponto nada em lado nenhum. Aliás, na faculdade, eu e o Flipinho da Madeira eramos conhecidos por sabermos tudo o que estava nas paredes de cada andar, porque utilizavamos os cartazes antigos para cadernos de apontamentos.

Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006
Local: ESSA, sala de fumo.
Hora: 23,00H.

A- Sabem que a partir de segunda-feira os alunos só podem comprar coisas com o cartão.
Loca- Qual cartão?
G- Cartão? Comprar coisas com cartão?
(poderia repetir aqui a pergunta mil vezes porque, tirando A. ninguém sabia que eram necessários cartões.)
...
Loca- Mas como soubeste dos cartões? E nós? Continuamos a comprar com dinheiro? Ou também vamos ter um cartão?
A- Nós vamos ter cartão. Eu já entreguei a minha fotografia há mais de um mês e hoje fui buscar o cartão. Querem ver?
(A. mostra-nos o cartão. Ficámos todos boquiabertos...)
A- Vocês não entregaram fotografia no executivo?
Todos os outros- Não. Nem sabia que era preciso, como soubeste?
A- Sei lá, acho que vi no placard.
Loca- No placard? Onde? Em qual? Quando?
A- Ali. (e aponta para a sala de professores. Fiquei na mesma, aliás, se fosse desenho animado, tinham-se visto mil pontos de interrogação sobre a minha cabeça, a dançarinhar e a mudar de cores, a lembrar-me do que estava em cada placard e, onde haveria um papel que eu ainda não tivesse lido.)

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
Local: ESSA, Conselho Executivo.
Hora: 19,00H.

Loca- Vim entregar a minha fotografia para o cartão.
G- Obrigada, passa cá depois para o levantares.

Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
Local: ESSA, Conselho Executivo.
Hora: 17,00H.

Loca- Passei aqui para saber quando é que o meu cartão está pronto.
C- Quando entregaste a fotografia?
Loca- Ontem à noite.
C- Então, só lá para segunda feira.
(Pensei cá com os meus botões: Bem, então devemos poder comprar comida com dinheiro e fui para o bar. Aí fui informada que teria que utilizar o cartão. Expliquei que só soube da existência do cartão na sexta feira anterior e, que no conselho executivo me tinham dito que o meu cartão só estaria pronto na semana seguinte. A senhora do bar disse então que o conselho executivo estava a fazer uns cartões provisórios para estes casos.)

Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
Local: ESSA, Conselho Executivo.
Hora: 17,30H.


Loca- Informaram-me agora no bar que vocês estão a fazer uns cartões provisórios para se poder comprar comida...
C- Ah isso é com o J. (e foi chamá-lo)
J- Colega!... (abstenho-me de dizer aqui o que são os colegas da minha terra!) Nós realmente estamos a fazer uns cartões provisórios mas só para substituir alguns dos cartões dos alunos que vieram com defeito e não funcionam.
Loca- Pois, 'tá bem mas entretanto como é que eu faço para comer? Entrei às 13,30h, ainda não comi porque não tenho cartão, vou dar aulas à noite, também não posso jantar?
J- Terias que ter entregue a fotografia para o cartão com antecedência...
Loca- Pois com certeza, tens razão. O problema é que eu só soube, por acaso, na sexta feira da existência dos cartões.
J- Pois não posso fazer nada. Foram avisados desde Junho que teriam que entregar uma fotografia para o cartão. Tiveram Junho, Julho, Agosto e Setembro para entregar uma fotografia.
(Esbugalharam-se-me os olhos, arrepiaram-se as sobrancelhas e, arrependi-me mil vezes de não ter feito a depilação, porque os pelos das pernas espetaram-se nas calças de ganga, dando-me dores horrendas que me atravessaram a espinha...)
Loca- Se calhar tens razão, mas em Junho, Julho e Agosto eu nem fazia ideia de que em Setembro estaria nesta escola. E desde o dia 1 de Setembro, quando me apresentei pela primeira vez nesta escola, não fui informada de que teria que entregar uma fotografia para utilizar os serviços da escola.
J- Pois não posso fazer nada.
Loca (fazendo de conta que ainda não tinha percebido)- Então esta semana toda, vou dar aulas até à meia-noite sem poder utilizar os serviços do bar? Vou estar uma semana inteira sem comer?
J. não respondia e Loca, impávida e serena, ficou à espera que a resposta viesse. J. foi o primeiro a ceder.
J- Diz-me lá o teu nome.
Disse o meu nome, J. foi ao computador, introduziu os dados e, em menos de um minuto fez-me o proibido cartão provisório.
J- Quando vier o teu cartão definitivo tens que entregar esse. E nem sei bem como vai ser para o substituir porque ainda não tive caso nenhum destes, nem sei se vai ser possível...

Agradeci, vim-me embora a ferver e a pensar. Não devias ter cedido meu "filho da asneira", porque enquanto te decidias a responder-me, eu já tinha feito o filme todo. Ia-me embora do meu orgão executivo com a informação de que teria que passar uma semana sem acesso aos serviços da escola, porque em Junho quando informaram os docentes da necessidade de entregar uma fotografia, eu pertencia a outra escola diferente, e, por isso, não pude entregar uma fotografia numa escola cuja existência eu desconhecia, mas... e é para isso que elas existem, haveria de reclamar e pedir explicações à presidente por escrito, e ainda, com conhecimento à DREL e ao Ministério da Educação.

Será que é tão difícil perceber que os professores novos numa escola não sabem o funcionamento específico desta se não forem informados? Será que era difícil pedir-se a tal fotografia juntamente com o preenchimento dos papéis de aceitação do horário? Será que era irrealizável ter "lembrado" os coordenadores de departamento para informarem os novos professores na primeira reunião, em Setembro, para a necessidade de entregar uma fotografia? São tudo impossíveis, eu sei, num sistema que promove a burocracia e a estupidez, nada mais seria de esperar!...Mas porque é que eu continuo a gostar de ser professora?

quarta-feira, outubro 18, 2006

Ts, Ps e Ds

Untitled (by Loca....)


Tassaínho, poma uma dassinha! (Passarinho, toma uma massinha) Todas as palavras começam por Ts, Ps ou Ds.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Escola nova, horta nova!

Temos que nos render às evidências, aceitar aquilo que não podemos alterar e torná-lo o mais agradável possível, por isso, nesta escola nova propus ao Conselho Executivo um projecto para trocar pelas horas de sala de estudo que tinha no horário. Não me tiraram a sala de estudo mas, melhor ainda, trocaram-me as horas de aulas de substituição pelo projecto. Vou ter um espaço para desenvolver uma horta biológica com a turma de Biologia Humana.

Espaço Horta Biológica (by Loca....)

Espaço Horta Biológica (by Loca....)


Atribuiram-me duas horas por semana para trabalhar nesse projecto com os alunos. Para já está a resultar bem, o responsável pelos espaços exteriores da escola, bem como o jardineiro (sim, esta escola tem um jardineiro fabuloso, muito aplicado que mantém os espaços lindíssimos e bem tratados, o sr. Mário) foram muito receptivos ao projecto e ajudarão com materiais e manutenção. Os alunos, para já, mostram-se contentes por terem parte das aulas no exterior. Esta é uma turma do Curso Tecnológico de Desporto e, normalmente, não são nada receptivos às disciplinas mais teóricas. Por enquanto ainda só foram à horta duas vezes: uma para conhecerem o nosso espaço e outra, para arrancar ervas daninhas.

Temos um problema, no entanto, a terra aqui é boa para os pinheiros, portanto, pobre para outras árvores e legumes. Vou precisar de adubos (tudo orgânico) e terra boa para preparar o espaço para a primavera, ninguém tem conhecimentos por aí de alguém que nos queira dar bosta e terra boa?

quinta-feira, outubro 12, 2006

À volta da Terra

Os meus alunos descobriram esta "maravilha"....
:))



segunda-feira, outubro 09, 2006

Meu Portugal

Meu Portugal querido, minha terra
De risos e quimeras e canções
Tens dentro de ti, esse teu peito encerra,
Tudo que faz bater os corações!

Tens o fado. A canção triste e bendita
Que todos cantam pela vida fora;
O fado que dá vida e que palpita
Na calma da guitarra aonde mora!

Tu tens também a embriaguez suave
Dos campos, da paisagem ao sol poente,
E esse sol é como um canto d'ave
Que expira à beira-mar, suavemente...

Tu tens, ó Pátria minha, as raparigas
Mais frescas, mais gentis do orbe imenso,
Tens os beijos, os risos, as cantigas
De seus lábios de sangue!... Às vezes, penso

Que tu és, Pátria minha, branca fada
Boa e linda que Deus sonhou um dia,
Para lançar no mundo, ó Pátria amada
A beleza eterna, a arte, a poesia!...

Florbela Espanca, in Poesia Completa


Ontem fui ajudar o meu antigo orientador de estágio, que estava a ajudar a madrinha dum amigo dele a pintar as paredes e madeiras de um stand de automóveis. O que nós tínhamos que fazer era bastante simples. Num recanto, onde será o atendimento ao cliente, teríamos que pintar paredes, tecto e madeiras, dando-lhe um ar mais atraente e vivo do que o que tinha. As cores foram escolhidas pelos homens, já se vê... vários tons de amarelo e azul! Eu pessoalmente detesto essa mistura, só gosto dela quando bem mexida para dar um maravilhoso verde, mas... eles queriam-me lá não pelo meu excelente gosto (eh eh...), mas pela minha experiência de pinturas e, sobretudo, de desenrascanço.
72


As paredes foram cimentadas e rebocadas porque se deitou abaixo uma coluna que não estava lá a fazer nada e, uma delas, estava cheia de cola. Tivemos que dar quatro demãos de tinta para esconder as marcas das imperfeições em duas das paredes e, nas outras duas, cinco demãos, porque o amarelo era mais clarinho e transparente. O tecto, antes cinzento, parecia que tinha havido lá um incêndio, levou apenas uma demão de tinta branca, que foi deixada ao ar para secar, ficando mais grossa. Está pronto! Ou não, depende do tempo que sobrar hoje. As paredes externas ao recanto ficaram azuis e, a madeira da parte de baixo, foi pintada com efeitos com creme e azul. A cor e o efeito envelhecido deram-lhe um ar mais atraente do que o que tinha antes, castanho e feio de madeira velha. Para hoje sobraram os efeitos das paredes amarelas do recanto. Numa vamos fazer esponjeados com o amarelo clarinho da parede contígua e, na outra, vamos utilizar uma mistura de amarelos, branco e um bocadito de azul que ficou a dar sopa no tabuleiro no final da pintura das paredes externas (sempre consegui levar a minha avante e esverdear um bocadito um dos amarelos eh eh...). Nós os três queríamos continuar e pintar o stand todo mas os donos não nos deixam. Não conseguem ter mais tempo o stand fechado e as tintas para uma área desta dimensão são muito caras, sobretudo as que foram utilizadas nas madeiras. Mas como nós os três não largamos pé e, normalmente, conseguimos levar a nossa avante, provavelmente, conseguiremos convencê-los a deixarem-nos, pelo menos, pintar as madeiras da parte debaixo das paredes. Aos bocados, por áreas pequeninas, mas... com o tempo havemos de conseguir convencê-los.

Tudo isto para vos dizer que cada vez mais eu gosto muito de Portugal. Adoro as cidades com as suas construções tão díspares, com os contrastes entre novo e velho em cada esquina por onde passamos... A casa onde está o stand é daquelas velhinhas, lindíssimas, com azulejos nas fachadas e janelas de madeira recortada. Adoro! Está à venda, toda podre e, a madrinha do amigo do meu amigo, dona do stand, tem a chave porque já foi necessário ir lá acima por causa de infiltrações no R/C. Levou-nos lá numa visita guiada e... adorei! A casa é daquelas com muitas divisões umas grandes, outras minúsculas, com as paredes pintadas em trompe l'oeil, como já não se faz mais, com sotão e águas furtadas e com um quintal na parte de trás, grande, a perder de vista. Pena que não tenho dinheiro!...

Uma das salas fez os meus encantos. Toda coberta de painéis pintados na parte superior das paredes, com antigas vistas de Setúbal e arredores, e, com imitação de madeira na parte inferior das paredes e tecto. Tirando alguns frisos que separam as duas partes das paredes e emolduram os quadros, ao contrário do que parece, todas as paredes são inteiramente lisas. Os painéis estão maravilhosamente bem feitos, ora vejam:
Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Painel pintado

Trompe l'oeil

Trompe l'oeil


Tenho pena é que a solução para esta casa seja mais uma daquelas frequentes neste meu Portugal, deixar cair e fazer de novo com linhas e construções modernas. Volto a dizer: pena que não tenho dinheiro!

terça-feira, setembro 26, 2006

sexta-feira, setembro 22, 2006

Azulejos

Começam a estar espalhados por aí, pena que não fotografei todos...

Painel de azulejos. (by Loca....)
Termo de Seda, Valongo, Alentejo

Painel de azulejos (by Loca....)
Escola 2/3 de Quinta da Lomba, Barreiro

Sereia (by Loca....)
Casa da Loca, Setúbal

Sereia (by Loca....)
Casa da T., Lisboa

Painel Hundertwasser (by Loca....)
Casa do R5., Setúbal


Painel favela (by Loca....)
Casa da I., Setúbal

Painel sereia (by Loca....)
Casa da N., Setúbal

quarta-feira, setembro 20, 2006

Números...

Nesta altura do ano, normalmente estou sempre de mau humor. Primeiro porque vou ser obrigada a mudar de escola, vou ser obrigada a conhecer pessoas novas, a ter que conversar com elas e programar o meu trabalho com completos desconhecidos, o que eu detesto! A forma como trabalho tem também que se adaptar à forma dos outros trabalharem. E por ser eu quem entra, normalmente sou eu que tenho que me adaptar, muitas vezes a coisas com que não concordo. O trabalho tem novamente que começar do zero, tudo aquilo que já começava a dar frutos no anterior ano escolar, fica sem efeito e, de acordo com a escola onde estou, tenho que planificar, inventar e pensar nas alternativas aos meus tempos que tenho que dar à escola. Quase sempre tenho duas horas de sala de estudo no horário e, todos os anos tenho que planificar um projecto novo para esses tempos porque isso é que eu não suporto mesmo. Prefiro ir à escola fora dos meus tempos escolares, de acordo com o horário dos alunos, dar-lhes apoio, do que ter duas horas numa sala a dar apoio de sei lá o quê a sei lá quem... não quero conhecer mais pessoas do que aquelas que já conheço!
E, por estas razões todas, e mais algumas que não interessam, fico com um humor de cão. Rio-me disfarçadamente das barbaridades que oiço dos colegas novos, contesto em silêncio a organização da escola nova, discordo da forma como trabalha o corpo docente, conto aos meus velhos amigos o que dizem os cromos que conheci, e arranjo mil e uma coisas para fazer e pensar que me afastem da nova realidade que sou obrigada a integrar.
Este ano a minha cabeça anda cheia de números, vá-se lá saber por quê. Conto os quilómetros que faço se for por esta ou por aquela estrada, conto o número de sinais vermelhos que encontro, as ultrapassagens que me fazem, as que eu faço, as páginas que leio em cada sinal vermelho, a totalidade de páginas lidas por cada viagem, a soma da página em que iniciei a leitura com a página final, faço noves fora nada, os carros só com o motorista, os que levam passageiros, os números das matrículas dos carros, faço noves fora nada, o número de professores dentro da sala de professores, os degraus, os passos que dou para cada sala, os copos sujos, os copos lavados, o número de pessoas com sapatos, o de pessoas de chinelos, os que têm botas, faço estatística, os que combinam as cores das roupas e os que não, os que trazem casaco, os que continuam em manga curta, o número de pessoas com cor de rosa (não gosto de cor de rosa), os cabelos pintados, as franjas, os cabelos presos, os quadrados do pavimento da sala de convívio, multiplico para obter a totalidade e... este ano descobri uma nova conta que no final me agradou bastante. Fiquei a gostar imenso de um número que eu sempre achei horrível e que, nas minhas contas raramente aparece, o dois!
Dois

Porque a Carlota está quase a fazer dois anos, contei o número de dias que ela já tinha vivido, ainda só ia a um quarto da viagem, resolvi então ver quantos dias tinham vivido os queijos, fiz as contas aos anos, procurei os anos bissextos para adicionar um dia e relacionei os valores obtidos. Contei então os meus dias de vida e os do Z., mais complicado isto, mais anos bissextos, meses de nascimento diferentes, multiplicações maiores... mas a viagem ainda durava. E a conclusão a que cheguei foi esta:
. Os meus dois rapazes nasceram com dois minutos de diferença,
. A soma dos digitos do seu aniversário dá zero (noves fora nada),
. A Carlota tem exactamente menos dois mil dias do que os irmãos,
. A soma dos digitos do seu aniversário dá quatro (divísivel por dois),
. A soma dos digitos do meu aniversário dá quatro (divisível por dois)(dois quatros),
. A soma dos digitos do aniversário do Z. dá três,
. O Z. tem mais 715 dias do que eu, 13251 dias do que os queijos e 15251 dias do que a Carlota, somados dão três (dois três),
. Eu tenho mais 12536 dias do que os queijos e mais 14536 dias do que a Carlota que somados dão noves fora nada,
. Eu estive grávida duas vezes,
. E tenho três filhos (somando os três que me sobraram, dá novamente noves fora nada).
E então obtive uma coincidência de números pares, de zeros e muitos dois e fiz as pazes com o número dois que sempre me pareceu um pato desengonçado.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Hoje apeteceu-me....

...brincar com os queijos...
Untitled (by Loca....) Untitled (by Loca....)


... fotografar melancias...


... fazer colares e pulseiras...
Pulseira Fio Fio e pulseira


... brincar com números....
1 4


...e não me apetece fazer desenhos, nem ler, nem mais nada!

PS. Concurso: Quem sabe quem é?
Sossegado, sereno, não olha como se fosse fazer asneira, mais timido, mais sério, giro, com características muito próprias nas orelhas, com jeitinhos no cabelo, com feições em volta das bochechas e dos olhos muito próprias ou por aposta... este é mesmo o Francisco mas... também podia ser o António!
Prémio pela melhor explicação para a Patiblue porque acertou nas características do rapaz... mas falhou no nome!

terça-feira, setembro 12, 2006

sexta-feira, setembro 08, 2006

Fui bafejada pela sorte...

Este ano foi mesmo um daqueles que quero ver se não me esqueço... também não iria conseguir! Fui mesmo bafejada pela sorte, senão vejamos:
. Há dois (quase três) horários na escola do Pinhal Novo e eu fiquei colocada no Barreiro, na secundária de Santo André. Mais longe e longe dos combóios, por isso vou ter que ir de carro => mais despesas.
. Tinha três níveis no ano passado: 7º Ciências Naturais, 10º Biologia- Geologia e 12º TLB e, fazia-se bem, apenas um era completamente novo. Este ano tenho quatro, todos novos, 10º Biologia Humana (é só partes moles, detesto!), SEUC- Ciências do Ambiente e SUC- Ciências Naturais (nunca ouvi falar e preferia continuar na ignorância) e 10º Biologia- Geologia por módulos.
Até que não me chateava muiito de ter quatro níveis diferentes, a única questão é que três deles são nocturnos! Horário de saída é às 23,45h e, por acaso, o Z. até nem trabalha de noite, nem chega a casa só à uma da manhã e, eu também nem tenho três filhos pequenos que tenha que ir buscar à escola e dar de jantar e deitar, eles até já têm sete anos, são perfeitamente autónomos. A C. então, nem se fala, este mês já vai fazer dois anos, precisa de mim para quê?

domingo, setembro 03, 2006

Agora é que finalmente percebi..

... que os meus queijinhos são realmente muito clones. Do lado que não tem sinal, a coisa torna-se difícil. Aceitam-se apostas para a resposta certa: Francisco ou António. E como já sei que vocês vão atirar a moeda ao ar, à melhor justificação, enviarei uma surpresa. Têm a próxima semana.
Quero ver quem sabe quem é!...

Quero ver quem sabe qual é... (by Loca....)>

quarta-feira, agosto 30, 2006

O sistema é perverso!

Escola Secundária do Pinhal Novo (by Loca....)


E acabou-se! Já percebi porque não fiquei colocada novamente na Escola Secundária do Pinhal Novo, apesar de ainda estarem dois horários e meio sem professor atribuido. O sistema de colocações de professores funciona, de facto, muito mal. As escolas têm que mandar para o ministério as suas necessidades de professores para o ano lectivo seguinte, que variam sempre em função do número de alunos e da oferta de cursos que a escola abre. Só podem abrir lugares para concurso de efectivos de escola se essas necessidades forem reais para qualquer ano escolar e, aqui começa a perversidade do sistema.

Primeira perversidade:
Os cursos alternativos que as escolas vão abrindo para diminuir a taxa de insucesso e abandono escolar (CEFs e Cursos Profissionais), apesar de poderem existir SEMPRE em determinada escola não contam para as necessidades reais da escola. Assim, quando uma escola se situa numa zona mais carenciada ou onde a população é maioritariamente do campo, onde a escolaridade não é prioridade das famílias, esta fica à partida em desvantagem relativamente a outras. A oferta de cursos, que terá que ser feita em certas zonas do país, não permite que sejam colocados professores efectivos, que se envolvam na escolaridade dos alunos e, que por isso, os preparem melhor para a vida activa. Aqui a realidade que a sra ministra quer para as escolas portuguesas deixa de existir: Não interessa que os professores pertençam à escola! Pode haver mobilidade de professores porque os percursos são alternativos! Treta!...

Segunda perversidade:
Os horários, que não foram preenchidos na primeira parte do concurso, porque o sistema não o permitiu são novamente mandados para concurso como necessidades residuais da escola, ou seja, necessidades apenas desse ano lectivo. Na minha escola, porque a oferta de cursos é grande, existiam, no meu grupo disciplinar, seis horários completos mais um incompleto. Estavamos colocados na escola cinco Quadros de Zona Pedagógica. Um dos professores ficou efectivo como quadro de escola e sobramos quatro que queríamos permanecer na escola para acompanhar as turmas que tinhamos tido no ano escolar anterior, bem como, para prosseguir os projectos que entretanto tinhamos iniciado. Os horários foram feitos de acordo com as continuidades de turmas, todos nós iriamos acompanhar as nossas turmas no ano lectivo que agora se vai iniciar. Mas... o sistema apenas permite que se enviem TRÊS horários para concurso, porque se existem mais, então a escola deveria ter aberto concurso para efectivar os professores de que necessita (que não podia porque o sistema assim o diz). Se existirem mais do que três horários, estes só poderão ser enviados para concurso, desde que devidamente justificados. Nesta escola os horários sobrantes estavam mais do que justificados com a existência dos cursos que a escola oferece.

Terceira perversidade:
Apesar de os cursos que a maioria das escola oferece abrirem todos os anos e terem as turmas cheias desde Julho, porque os alunos já se inscreveram, a sua aprovação apenas chega às escolas no final do mês de Agosto. Como as necessidades residuais de escola têm que ser enviadas até 8 de Agosto, a justificação da existência de mais do que três horários num grupo disciplinar porque a oferta de escola é maior, deixa de ser válida.

Com isto o sistema permite que se guardem horários na gaveta que serão atribuidos a professores menos graduados, durante as colocações cíclicas anuais, que teoricamente, existem para colmatar situações temporárias, como sejam, licenças de maternidade e amamentação, doença prolongada, sabáticas, reduções por estágio... E, como em todo o lado, também aqui, existirão Conselhos Executivos, que guardarão horários porque o filho do amigo do namorado da filha acabou o curso há dois anos e de outra forma não ficaria colocado!

Mais de dois mil horários ficaram na gaveta nestas condições! Merda para o sistema!

Só mais uma coisinha.
A minha cara sra ministra, de quem todos dizem bem, que veio pôr ordem no sistema de ensino e veio obrigar esta cambada, à qual eu pertenço, a trabalhar diz com a boca toda cheia, que é necessário dar estabilidade às famílias, os professores têm que ficar afectos às escolas para darem continuidade aos projectos de turma e de escola. Nós, os professores, podemos ficar mais longe de casa, por três anos seguidos, porque não devemos ter o direito de ter família, concerteza. Quem vai dar apoio aos meus três filhos enquanto eu perco horas escusadas em transportes para o meu local de trabalho? Onde está a estabilidade das famílias como a da PA que não ficou colocada? Os horários existem, porque não está ela colocada ainda? Como organiza o início do ano escolar dos filhos dela? Será que os filhos dos professores não têm direito à estabilidade exigida pela ministra apenas pela escolha da profissão dos pais?

domingo, agosto 27, 2006