quarta-feira, setembro 24, 2008

Recebi isto por mail e gostei....

Avaliação dos professores

Opinião de uma advogada


Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.). Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar)
e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc. A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim. A questão é saber se consideram aceitável o modelo? Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora...

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...

Just because I love colors and boats....

Just because I love colors and boats.... (by Loca-Bandoca)

sexta-feira, setembro 12, 2008

Parabéns, irmã mais nova

Todos correm cada um a apanhar a sua vida.... (by Loca-Bandoca)



Este frio da manhã
A transparência do ar
Os olhos ainda estranhos
A esta luz invulgar

E essa estranha lucidez
Que se tem ao acordar
Os sentidos mal despertos
De quem acabou de chegar

Tudo ganha a essa hora
Um renovado sentido
Antes de vir o cansaço
De mais um dia vencido

Todas as Coisas as cores
Têm um cheiro diferente
Uma inocência no ar
Barca de luz transparente

Invejo a vida dos outros
A vida que eu lhes invento
Queria vivê-la por eles
E todas ao mesmo tempo

Soa a sirene do barco
Em aviso de partida
Todos correm cada um
A apanhar a sua vida

Rádio Macau

quinta-feira, setembro 11, 2008

E a vida continua!....

Aubergine.... (by Loca-Bandoca)


Este ano lectivo 2007/2008 tive, pelo segundo ano consecutivo, atribuido um bloco da componente não lectiva para desenvolver o Projecto da Horta Pedagógica. Iniciei este projecto há já uns anos, noutra escola, noutro contexto, apenas para "aproveitar" as plantas que produzíamos na extinta disciplina de Técnicas Laboratoriais de Biologia. Nessa altura, porque não gosto de deitar fora qualquer tipo de ser vivo, fui com os alunos a um dos muitos canteiros abandonados da escola e começámos a embelezá-lo. Depois de o estar a utilizar há já uns meses, em conversa com o responsável de curso de Jardinagem, falei do assunto. Ele ficou deliciado, porque era o único que arranjava o espaço exterior da escola e não conseguia tratá-lo todo. Imediatamente foi comigo ver o espaço que eu tinha ocupado, ficou contente por ver que o tinhamos limpo de ervas daninhas e que já começava a aparentar ser um espaço cuidado. Disse-me que poderia ocupar aquele canteiro todo e que, se quisesse e tivesse tempo, os dois outros próximos deste, também poderiam ser utilizados. Fiquei deliciada, desde sempre que me conheço que guardo as sementes da fruta que como, quando ela é boa, e planto-as aonde e como posso. Disse-lhe que se me cedia todo esse espaço, então iria iniciar uma Horta Biológica.

Assim o fiz.

E apesar de este projecto ser feito no meu próprio tempo, (ia quando e durante o pouco tempo que podia dispender) resultou a 100%. Não só os alunos da disciplina de TLB participavam, trazendo sementes, semeando, plantando e cuidando do espaço, dando ideias do que devíamos plantar, ensinando truques que aprenderam com os avós (sim, a escola era numa zona rural), como os alunos do 10ºano (Biologia-Geologia) começaram a querer participar. Arranjei árvores de fruto que eles plantaram e trataram durante todo o ano lectivo. Limparam os canteiros e fizeram escalas para que o espaço estivesse sempre regado. Aproveitei para utilizar este espaço para levar os alunos, que não conhecia, das turmas a que tinha que ir fazer substituições por os seus professores terem faltado. No início, os alunos achavam estranho, diziam-me com alguma frequência que não tinham vindo para a escola para andar a regar e a apanhar ervas daninhas mas, à medida que o tempo passava, sempre que tinha uma substituição, os alunos, esperavam à porta do respectivo bloco e ouvia-os dizer: Fixe, hoje vamos para a horta.

No ano seguinte, já com o projecto contemplado no meu horário, mudei de escola. São as coisas que acontecem a um professor vinculado a uma Zona Pedagógica como eu. Deveria ter ficado na escola mas, as peculiaridades do concurso fizeram-me ir para a escola onde agora me encontro.

Aqui, a primeira coisa que fiz foi visitar os espaços exteriores para ver se seria possível desenvolver o mesmo projecto. Planifiquei-o, apresentei-o ao Conselho Executivo e foi-me atribuido um bloco para que o desenvolvesse. Enquadrei-o na disciplina de Biologia Humana, do curso de Desporto, no capítulo da nutrição. Não podia, portanto, plantar senão alimentos. Novamente, arranjei árvores de fruto, sementes de produtos hortícolas, terra e ocupei o espaço que me foi cedido, debaixo de um pinheiro. Não propriamente o espaço mais apropriado mas, a cavalo dado não se olha o dente e lá fui utilizá-lo. A turma com que o iria desenvolver era muito desmotivada e bastante conflituosa com os professores. O início do ano foi horrível disciplinarmente. Todos os dias acontecia qualquer coisa com um dos professores que quase nos fazia desistir deles. Um dia, depois de terem entrado feitos loucos na minha aula, resolvi que os ia pôr a apanhar ervas daninhas como castigo. Tinha acabado de pôr estrume no campo, e aquela zona estava toda intragável. Eles, com as suas roupas de marcas, ténis XPTO, não queriam entrar ali, mas fizeram-no, devagar, aos poucos, todos começaram a colaborar. Aproveitei para tirar a foto da turma como sempre o faço, e a tarde acabou por ser bastante agradável para todos. O que tinha começado como um castigo, tinha-se tornado nuam aula maravilhosa para todos. No final, sentamo-nos e decidimos a forma como iriam participar neste projecto. Eles já não queriam vir à horta apenas durante o capítulo da nutrição, mas queriam fazê-lo de forma mais contínua. E assim aconteceu. Readaptamos o programa de forma a que pudessemos dispensar mais aulas para este projecto, e acabamos não só com bons resultados escolares mas, melhor ainda, com uma excelente relação entre professores e alunos. Adorei tê-los tido como alunos.

No ano seguinte, outra vez na mesma escola, não fiquei com essa turma devido a algumas contrariedades de que não vale a pena falar. Além do bloco que tinha já desde o ano anterior, foi-me ainda atribuido mais meio bloco não lectivo. Podia assim ir para este espaço durante dois dias da semana. Tive que readaptar o projecto para que coubesse nos currículos das novas turmas agora atribuidas e fi-lo para as turmas onde leccionava Normas e Sistemas de Gestão Ambiental. Também aqui os alunos eram difíceis. Pertenciam a turmas dos Cursos de Educação e Formação - CEF, de 8º e 9º anos mas com idades que iam até aos 18 anos. Resultou novamente. Percebi com o tempo que estas aulas práticas, em espaço exterior, fora da sala de aula permitiam estabelecer uma diferente relação entre professor e alunos que era benéfica para ambos. Os alunos lucravam imenso nas suas aprendizagens e, a mim, facilitava-me o trabalho por deixar de ter que perder tempo com sermões acerca de comportamentos.

Planeei para este ano torná-lo um projecto vertical, englobando não só diferentes grupos dentro da escola, como as escolas desde o jardim de infância, para que os miúdos pudessem perceber como crescem os legumes que comem à mesa. Foram previstas sessões teóricas de aprendizagem, sessões práticas na horta propriamente dita, sessões de confecção dos alimentos produzidos, sessões com especialistas em diabetes, em agricultura biológica, etc e o projecto foi apresentado ao Conselho Executivo no final do ano.

Para este ano lectivo, que começou a 1 de Setembro, sabia que iria ter noites novamente. Desta vez não tive nenhuma turma do ensino diurno. Foram-me atribuidas 3 turmas de EFAs - Educação e Formação de Adultos (de que falei no post anterior) e a continuidade da minha turma de 10º ano nocturno por módulos capitalizáveis. Fiquei satisfeita com a mancha horária, porque, por ser a última do grupo, sabia que não me conseguia escapar das noites e, desta forma, conseguiria passar mais tempo em casa, dando um bocadito mais de atenção aos meus três queijinhos pequeninos. A seguir fiquei espantada e desiludida por ver como, de facto, funcionam os EFA. Entretanto, como é o meu normal, achei que no fim bate sempre tudo certo e a coisa iria correr bem, até que, ontem, por estar com dúvidas sobre o que queria dizer um Centro de Recursos que tinha na minha componente não lectiva, me dirigi ao Conselho Executivo para perguntar o que tinha que fazer nesse tempo. Foi-me explicado e aproveitei para perguntar se a sigla que tinha numa das tardes era a minha Horta Pedagógica. A resposta deixou-me até agora estupefacta: Não tens alunos de dia, não tens Horta Pedagógica!

E assim se termina um projecto de 3 anos. O mais espantoso é que na minha área disciplinar - Biologia/ Geologia, desde sempre foram feitos projectos e clubes sem que os professores tivessem tempo e /ou alunos para eles. Cabia ao professor conseguir angariar alunos para o realizar, e isso sempre foi conseguido. Não consigo perceber o porquê desta decisão. Sobretudo quando é sabido por todos que a minha sanidade enquanto professora, depende daquela horinha por semana em que me posso encher de lama ou de sachos e enxadas e gastar as minhas energias nuns quantos metros de terra.

Isto não aconteceu apenas comigo, aconteceu o mesmo ou parecido com muitos dos meus colegas. Reduziram-lhes ou retiraram-lhes projectos, não foram atribuidas continuidades pedagógicas, nem respeitadas as escolhas dos horários decididas nos grupos disciplinares, entre muitas outras coisas. O que me espanta, no meio disto tudo, é verificar que a escola, apesar de querer muito ser a escola do futuro, continua a ter aquela visão pequenina e mesquinha, de quem não sabe adaptar-se e, muito menos perceber aquilo que a faria ser grande, de facto, ie, ter um corpo docente que respeitasse e percebesse as decisões do Executivo e, não apenas que as cumprisse porque a isso está obrigado. Como anteriormente termino, dizendo-vos: Quereis ser pequenos, minúsculos, desprezáveis, pois sejam! A vida continua!

segunda-feira, setembro 08, 2008

Querem que eu dê o quê? É só dizer, eu dou!!!

Manifestação de professores  - Lisboa (by Loca....)


Impressionante este sistema de ensino que temos. Amanhã vou começar as aulas aos Cursos de Educação e Formação de Adultos, mais conhecidos por EFA, englobados no famoso sistema de Novas Oportunidades tão amplamente falado pelo nosso primeiro ministro....
É interessante ver como a realidade se afasta daquilo que apregoam a sete ventos por tudo o que é meio de comunicação. Estou simplesmente pasma com o que se passa.

Estes cursos legislados pela recente Portaria 230/2008 de 7 de Março (que substitui a anterior 817/2007 de 27 de Julho) são supostamente cursos formativos, onde são apresentados ao formando, diferentes unidades formativas divididas por três grandes áreas, uma das quais é Sociedade, Tecnologia e Ciência, onde eu me enquadro como formadora. Dessa área fazem parte sete núcleos geradores de conhecimentos que são:
- Equipamentos e Sistemas Técnicos (Áreas do Saber: Física, Química, Sociologia, Economia, História, Matemática)
- Ambiente e Sustentabilidade (Áreas do Saber: Física, Química, Sociologia, História, Geografia, Matemática. Curiosamente Biologia e Geologia não são consideradas áreas do saber neste tema)
- Saúde (Áreas do Saber: Psicologia, Biologia, Química, História, Matemática)
- Gestão e Economia (Áreas do Saber: Economia, Contabilidade, Antropologia, Matemática)
- Tecnologias de Informação e Comunicação (Áreas do Saber: Economia, Sociologia, Física, Matemática)
- Urbanismo e Mobilidade (Áreas do Saber: Psicologia, Geografia, Arquitectura/ Ordenamento do Território, Física, Matemática. Curiosamente Ordenamento do Território faz parte dos saberes de arquitectura, não são necessários os conhecimentos de Geologia nem de Engenharia)
- Saberes Fundamentais (Áreas do Saber: Não especifica).

Ora eu, licenciada em Geologia, daquela purinha do calhau e dos fósseis, das saídas de campo para olhar para rochas e minerais, falhas e dobras, e afins e que, mais tarde fiz umas biologiazitas porque achei que eram necessárias para a minha formação pessoal, agora vou ter uma primeira aula em Tecnologias da Informação e Comunicação, vulgo TIC, onde além de ensinar sei lá o quê de computadores, que eu só os sei utilizar, nem bem sei ligá-los à corrente, ainda vou fazer exercícos sobre hardware (mal sei o que isto quer dizer) e outras coisas semelhantes. A seguir passo para economia, eu que não consigo gerir o meu orçamento doméstico, será possível?

Dizem-me os meus amigos, não dês as aulas, na legislação está bem específico que os formadores têm que ter habilitações nas áreas de formação que lhes competem. Ora isso, neste país é apenas um pro forma, o que é que interessam as habilitações? O que é que interessa se no final os formandos adquiriram saberes nas áreas pré definidas? Tudo isso é irrelevante, no final teremos um país iletrado, inculto, desinteressado mas muito graduado. E eu sou apenas mais uma das pedras roladas do sistema que vai e vem ao sabor das marés. Querem que eu dê formação em quê? Digam lá, seja o que for, eu dou!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Belo dia de férias....

.... a fotografar desde o amanhecer até ao pôr do Sol, com esta grande amiga, Patiblue

A great day with a great friend, Patiblue!.... (by Loca-Bandoca)

quinta-feira, agosto 07, 2008

Quem lhes deu o direito de utilizarem as minhas imagens?!!!

Será possível?

http://troiaresort.blogspot.com/2007/12/descanso-colorido.html

sábado, junho 14, 2008

Crescem rapidamente....

Tásse.... (by Loca....)


Adoro essa mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida....

(In:A Folha do Salgueiro, de António Feijó

quarta-feira, março 26, 2008

Salvem a Educação...

Originalmente escrita no Queijadas pelo David

Eu hoje quis vir aqui porque sei que alguns ainda lêem este blog. Que é feito do ensino oficial em Portugal? Que é feito da consciência duradoura e da diferença de ordens entre professor(a), aluno(a) e presidente efectivo da escola? Porque será levado aos extremos o nervosismo básico de uma má nota ou mesmo de presença de alguma prova muito importante? Os alunos, muitos não trabalham e andam a arrastar-se pelas salas de aulas; tê má-nota e batem no professor. Usam os telemóveis descaradamente, tiram-no porque faz parte (acredito) de todos os regulamentos internos de todas as escolas em Portugal como uma lei, e violentam o professor. Quem é que somos afinal? Bando do desprezo que quer as notas do ar? Sou aluno, do 12º ano, em que as regras são mais que nítidas e rígidas (abusas, sais) e vão rapazes e raparigas que ainda agora entraram numa escola secundária dar cabo de todo o sistema. Falar mal das aulas de substituição, do novo estatuto do aluno, eu acredito que isso sim é de levar aos extremos mas de resto não acho e isso devia fazer parte da consciência de cada um. Os professores, óbvio, também não são santinhos. E com os alunos perdem toda a relevância, mas em muitos casos nem fazem por manter a ordem ou então julgam o seu diploma perante a ignorância de não saber ensinar.

O ensino em Portugal está a morrer...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Olha, afinal ganhei em tribunal....

É interessante esta vida de professor. Ele há uns que são efectivos de escola e não se preocupam com as andanças e concursos e lugares nas listas de graduações, e ele há outros, como eu, de quadro de zona pedagógica, que antigamente íamos a concurso todos os anos e que, agora, somos obrigados a ficar três anos na mesma escola, quer tenhamos ficado bem ou mal colocados no concurso. Depois há os contratados, que nos concursos nem professores são, chamam-lhes indivíduos, veja-se bem.... indivíduos, não é que eles não o sejam mas, chamar a todos os outros, professores e aos contratados, indivíduos, não me parece muito próprio.....
Mas vamos ao que interessa.

Hoje, dia 20 de Fevereiro, recebi um telefonema de uma senhora, presumo que advogada, do sindicato, do qual já nem faço parte porque irritei-me com a ausência de respostas que deles recebia. E foi assim:

Ela: É a professora Gabriela Ferreira?
(apeteceu-me dizer-lhe que não, que sou a Gabriela Bruno....)
Eu: Sim, e a senhora é?
Ela: (Disse um nome qualquer que escrevi na agenda da minha mãe e do qual já me esqueci) É para lhe dizer que ganhou em tribunal.
Eu: ????? (nem eu já me lembrava do que ela queria dizer) Sim e....
Ela: Ganhou em tribunal (repetiu)
Eu: (finalmente me lembrei que no ano de 2002/2003 recorri aos serviços do sindicato por, pela quarta vez ter ficado mal colocada no concurso) Sim e agora, quais são as consequências disso?
Ela: Agora já não vai ser colocada na escola, claro.
Eu: E então? O que acontece?
Ela: Agora conta um mês e depois telefona-me para ver se o ministério não pediu recurso para então podermos ir para a frente.
Eu: Para a frente?
Ela: Pedir que seja indemnizada.
Eu: Como?
Ela: Pois, tem é que provar tudo.
Eu: Provar tudo o quê?
Ela: Todas as despesas que teve, gasolina, portagens, casa alugada, creches....
Eu: (Grande e sonora gargalhada)
Ela: Pois, eles não pagam a não ser que se prove tudo.
Eu: Oh minha senhora, esta é a primeira vez que me contactam desde que eu aí fui para pagar as despesas com o processo. Nunca a senhora contactou comigo, nunca me disseram que este processo demoraria todos estes anos e nunca me disseram que deveria guardar durante mais de quatro anos os recibos da gasolina e portagens. Só pode estar a brincar comigo....

Nem vale a pena continuar.... funciona bem o sindicato, adorei ser contactada por eles e saber que ganhei o processo. Afinal eu tinha razão mas, olha, de nada me serviu!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Night Before Christmas (a origem do velhote barbudo, antes da Coca - Cola)

Originalmente escrito por Don Martins no Queijadas

THE NIGHT BEFORE CHRISTMAS
by Clement Clarke Moore


'Twas the night before Christmas, when all through the house

Not a creature was stirring, not even a mouse;



The stockings were hung by the chimney with care,

In hopes that St. Nicholas soon would be there;



The children were nestled all snug in their beds,

While visions of sugar-plums danced in their heads;

And mamma in her 'kerchief, and I in my cap,

Had just settled down for a long winter's nap,

When out on the lawn there arose such a clatter,

I sprang from the bed to see what was the matter.

Away to the window I flew like a flash,

Tore open the shutters and threw up the sash.

The moon on the breast of the new-fallen snow

Gave the lustre of mid-day to objects below,

When, what to my wondering eyes should appear,



But a miniature sleigh, and eight tiny reindeer,

With a little old driver, so lively and quick,

I knew in a moment it must be St. Nick.

More rapid than eagles his coursers they came,

And he whistled, and shouted, and called them by name;

"Now, Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!

On, Comet! on Cupid! on, Donder and Blitzen!

To the top of the porch! to the top of the wall!

Now dash away! dash away! dash away all!"

As dry leaves that before the wild hurricane fly,

When they meet with an obstacle, mount to the sky,

So up to the house-top the coursers they flew,

With the sleigh full of toys, and St. Nicholas too.



And then, in a twinkling, I heard on the roof

The prancing and pawing of each little hoof.

As I drew in my hand, and was turning around,

Down the chimney St. Nicholas came with a bound.

He was dressed all in fur, from his head to his foot,

And his clothes were all tarnished with ashes and soot;

A bundle of toys he had flung on his back,

And he looked like a peddler just opening his pack.

His eyes -- how they twinkled! his dimples how merry!

His cheeks were like roses, his nose like a cherry!

His droll little mouth was drawn up like a bow,

And the beard of his chin was as white as the snow;

The stump of a pipe he held tight in his teeth,

And the smoke it encircled his head like a wreath;

He had a broad face and a little round belly,

That shook, when he laughed like a bowlful of jelly.

He was chubby and plump, a right jolly old elf,

And I laughed when I saw him, in spite of myself;

A wink of his eye and a twist of his head,

Soon gave me to know I had nothing to dread;

He spoke not a word, but went straight to his work,

And filled all the stockings; then turned with a jerk,

And laying his finger aside of his nose,

And giving a nod, up the chimney he rose;

He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,

And away they all flew like the down of a thistle.



But I heard him exclaim, 'ere he drove out of sight,








"Happy Christmas to all, and to all a good-night."

quarta-feira, novembro 14, 2007

Dia Mundial da Diabetes



Até que enfim, o Dia Mundial da Diabetes e reconhecido pela ONU e até que enfim que o governo toma uma medida que se possa louvar: comparticipação total dos medicamentos para diabéticos. Assim, sim!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Crónicas da vida de um professor....

Pia de fininho!.... (by Loca....)


Crónica 1

Desde o meu ano de estágio, na famosa escola da Bela Vista, em Setúbal, que dou aulas de porta aberta. Aprendi com os excelentes colegas que lá tive que essa é uma das melhores formas de controlar barulhos, maus comportamentos ou seja o que for desse género. Não sei se é verdade ou não, mas o facto de estarmos expostos à escola dentro da nossa sala, tem-se mostrado muito bom na gestão da aula. Raramente tenho problemas disciplinares com os alunos e, nos casos em que há comportamentos menos adequados, a coisa resolve-se com cinco minutos de conversa e não passa disso mesmo uma parvoíce que durou os seus cinco minutos de vida.

Este ano, como vem sendo costume, não fecho as minhas salas de aula, nunca fecho a porta! Ora pois, um destes dias, ia eu dar aula no espaço exterior da escola, vulgo a minha Horta Pedagógica mas, por ser com uma turma dos cursos de educação e formação, resolvi organizar o trabalho e os grupos dentro da sala de aula que me está atribuida naquele período lectivo. Organizei os grupos de trabalho como sempre faço. Chamei três alunos para o quadro, porque precisava de três grupos nesse dia e eles foram um a um escolhendo os seus colegas. Quando estava a apontar no caderno quais os alunos que pertenciam a cada grupo, oiço um grande berro: "Tu, larga imediatamente esse bocado de giz....". Eu e todos os alunos viramo-nos, espantados para a porta. Lá estava uma das auxiliares de educação do bloco e, assim que viu a aluna em causa olhar para ela, repetiu: "Sim, é contigo mesmo, quem te disse que podes estar a escrever no quadro?"

Será possível isto? Estou a ver bem a coisa?

Crónica 2

A escola concorreu há dois anos aquele projecto CRIE para adquirir computadores portáteis. Foram-nos atribuidos 24 computadores que estão na biblioteca, de onde podem ser requisitados para utilização com as diferentes turmas. Nos cursos CEF costumo, semana sim, semana não, requisitar os computadores para que os alunos trabalhem on line, num blog criado para a disciplina, onde está toda a informação necessária, e aonde eles vão construindo os seus próprios materiais. A rede wireless da escola apenas chega a dois dos blocos e, sorte a minha, não existe em qualquer dos blocos onde lecciono estas turmas, por isso, costumo ir avisar as auxiliares de educação do bloco de que nessa hora irei para a sala de estudo, onde, além do professor/es que lá estão a cumprir serviço, não costuma estar mais ninguém. Hoje, durante a minha aula que decorria nesse espaço, entra uma das auxiliares de educação do bloco e este foi o diálogo entre nós: Professora, está no seu tempo de sala de estudo? Respondo-lhe que não, que estou a dar uma aula normal, do meu horário.
E tem autorização para vir para a sala de estudo?, respondo-lhe que avisei no bloco onde deveria estar.
Mas perguntou à professora do C.E. se podia vir?, ao que respondi: Não, mas agora preciso de autorização para vir para a sala de estudo?
Sabe, professora, se vem para aqui com os seus alunos, depois vai perturbar os professores que estão aqui a cumprir horário

Será que eu ouvi bem?