segunda-feira, setembro 08, 2008

Querem que eu dê o quê? É só dizer, eu dou!!!

Manifestação de professores  - Lisboa (by Loca....)


Impressionante este sistema de ensino que temos. Amanhã vou começar as aulas aos Cursos de Educação e Formação de Adultos, mais conhecidos por EFA, englobados no famoso sistema de Novas Oportunidades tão amplamente falado pelo nosso primeiro ministro....
É interessante ver como a realidade se afasta daquilo que apregoam a sete ventos por tudo o que é meio de comunicação. Estou simplesmente pasma com o que se passa.

Estes cursos legislados pela recente Portaria 230/2008 de 7 de Março (que substitui a anterior 817/2007 de 27 de Julho) são supostamente cursos formativos, onde são apresentados ao formando, diferentes unidades formativas divididas por três grandes áreas, uma das quais é Sociedade, Tecnologia e Ciência, onde eu me enquadro como formadora. Dessa área fazem parte sete núcleos geradores de conhecimentos que são:
- Equipamentos e Sistemas Técnicos (Áreas do Saber: Física, Química, Sociologia, Economia, História, Matemática)
- Ambiente e Sustentabilidade (Áreas do Saber: Física, Química, Sociologia, História, Geografia, Matemática. Curiosamente Biologia e Geologia não são consideradas áreas do saber neste tema)
- Saúde (Áreas do Saber: Psicologia, Biologia, Química, História, Matemática)
- Gestão e Economia (Áreas do Saber: Economia, Contabilidade, Antropologia, Matemática)
- Tecnologias de Informação e Comunicação (Áreas do Saber: Economia, Sociologia, Física, Matemática)
- Urbanismo e Mobilidade (Áreas do Saber: Psicologia, Geografia, Arquitectura/ Ordenamento do Território, Física, Matemática. Curiosamente Ordenamento do Território faz parte dos saberes de arquitectura, não são necessários os conhecimentos de Geologia nem de Engenharia)
- Saberes Fundamentais (Áreas do Saber: Não especifica).

Ora eu, licenciada em Geologia, daquela purinha do calhau e dos fósseis, das saídas de campo para olhar para rochas e minerais, falhas e dobras, e afins e que, mais tarde fiz umas biologiazitas porque achei que eram necessárias para a minha formação pessoal, agora vou ter uma primeira aula em Tecnologias da Informação e Comunicação, vulgo TIC, onde além de ensinar sei lá o quê de computadores, que eu só os sei utilizar, nem bem sei ligá-los à corrente, ainda vou fazer exercícos sobre hardware (mal sei o que isto quer dizer) e outras coisas semelhantes. A seguir passo para economia, eu que não consigo gerir o meu orçamento doméstico, será possível?

Dizem-me os meus amigos, não dês as aulas, na legislação está bem específico que os formadores têm que ter habilitações nas áreas de formação que lhes competem. Ora isso, neste país é apenas um pro forma, o que é que interessam as habilitações? O que é que interessa se no final os formandos adquiriram saberes nas áreas pré definidas? Tudo isso é irrelevante, no final teremos um país iletrado, inculto, desinteressado mas muito graduado. E eu sou apenas mais uma das pedras roladas do sistema que vai e vem ao sabor das marés. Querem que eu dê formação em quê? Digam lá, seja o que for, eu dou!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Belo dia de férias....

.... a fotografar desde o amanhecer até ao pôr do Sol, com esta grande amiga, Patiblue

A great day with a great friend, Patiblue!.... (by Loca-Bandoca)

quinta-feira, agosto 07, 2008

Quem lhes deu o direito de utilizarem as minhas imagens?!!!

Será possível?

http://troiaresort.blogspot.com/2007/12/descanso-colorido.html

sábado, junho 14, 2008

Crescem rapidamente....

Tásse.... (by Loca....)


Adoro essa mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida....

(In:A Folha do Salgueiro, de António Feijó

quarta-feira, março 26, 2008

Salvem a Educação...

Originalmente escrita no Queijadas pelo David

Eu hoje quis vir aqui porque sei que alguns ainda lêem este blog. Que é feito do ensino oficial em Portugal? Que é feito da consciência duradoura e da diferença de ordens entre professor(a), aluno(a) e presidente efectivo da escola? Porque será levado aos extremos o nervosismo básico de uma má nota ou mesmo de presença de alguma prova muito importante? Os alunos, muitos não trabalham e andam a arrastar-se pelas salas de aulas; tê má-nota e batem no professor. Usam os telemóveis descaradamente, tiram-no porque faz parte (acredito) de todos os regulamentos internos de todas as escolas em Portugal como uma lei, e violentam o professor. Quem é que somos afinal? Bando do desprezo que quer as notas do ar? Sou aluno, do 12º ano, em que as regras são mais que nítidas e rígidas (abusas, sais) e vão rapazes e raparigas que ainda agora entraram numa escola secundária dar cabo de todo o sistema. Falar mal das aulas de substituição, do novo estatuto do aluno, eu acredito que isso sim é de levar aos extremos mas de resto não acho e isso devia fazer parte da consciência de cada um. Os professores, óbvio, também não são santinhos. E com os alunos perdem toda a relevância, mas em muitos casos nem fazem por manter a ordem ou então julgam o seu diploma perante a ignorância de não saber ensinar.

O ensino em Portugal está a morrer...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Olha, afinal ganhei em tribunal....

É interessante esta vida de professor. Ele há uns que são efectivos de escola e não se preocupam com as andanças e concursos e lugares nas listas de graduações, e ele há outros, como eu, de quadro de zona pedagógica, que antigamente íamos a concurso todos os anos e que, agora, somos obrigados a ficar três anos na mesma escola, quer tenhamos ficado bem ou mal colocados no concurso. Depois há os contratados, que nos concursos nem professores são, chamam-lhes indivíduos, veja-se bem.... indivíduos, não é que eles não o sejam mas, chamar a todos os outros, professores e aos contratados, indivíduos, não me parece muito próprio.....
Mas vamos ao que interessa.

Hoje, dia 20 de Fevereiro, recebi um telefonema de uma senhora, presumo que advogada, do sindicato, do qual já nem faço parte porque irritei-me com a ausência de respostas que deles recebia. E foi assim:

Ela: É a professora Gabriela Ferreira?
(apeteceu-me dizer-lhe que não, que sou a Gabriela Bruno....)
Eu: Sim, e a senhora é?
Ela: (Disse um nome qualquer que escrevi na agenda da minha mãe e do qual já me esqueci) É para lhe dizer que ganhou em tribunal.
Eu: ????? (nem eu já me lembrava do que ela queria dizer) Sim e....
Ela: Ganhou em tribunal (repetiu)
Eu: (finalmente me lembrei que no ano de 2002/2003 recorri aos serviços do sindicato por, pela quarta vez ter ficado mal colocada no concurso) Sim e agora, quais são as consequências disso?
Ela: Agora já não vai ser colocada na escola, claro.
Eu: E então? O que acontece?
Ela: Agora conta um mês e depois telefona-me para ver se o ministério não pediu recurso para então podermos ir para a frente.
Eu: Para a frente?
Ela: Pedir que seja indemnizada.
Eu: Como?
Ela: Pois, tem é que provar tudo.
Eu: Provar tudo o quê?
Ela: Todas as despesas que teve, gasolina, portagens, casa alugada, creches....
Eu: (Grande e sonora gargalhada)
Ela: Pois, eles não pagam a não ser que se prove tudo.
Eu: Oh minha senhora, esta é a primeira vez que me contactam desde que eu aí fui para pagar as despesas com o processo. Nunca a senhora contactou comigo, nunca me disseram que este processo demoraria todos estes anos e nunca me disseram que deveria guardar durante mais de quatro anos os recibos da gasolina e portagens. Só pode estar a brincar comigo....

Nem vale a pena continuar.... funciona bem o sindicato, adorei ser contactada por eles e saber que ganhei o processo. Afinal eu tinha razão mas, olha, de nada me serviu!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Night Before Christmas (a origem do velhote barbudo, antes da Coca - Cola)

Originalmente escrito por Don Martins no Queijadas

THE NIGHT BEFORE CHRISTMAS
by Clement Clarke Moore


'Twas the night before Christmas, when all through the house

Not a creature was stirring, not even a mouse;



The stockings were hung by the chimney with care,

In hopes that St. Nicholas soon would be there;



The children were nestled all snug in their beds,

While visions of sugar-plums danced in their heads;

And mamma in her 'kerchief, and I in my cap,

Had just settled down for a long winter's nap,

When out on the lawn there arose such a clatter,

I sprang from the bed to see what was the matter.

Away to the window I flew like a flash,

Tore open the shutters and threw up the sash.

The moon on the breast of the new-fallen snow

Gave the lustre of mid-day to objects below,

When, what to my wondering eyes should appear,



But a miniature sleigh, and eight tiny reindeer,

With a little old driver, so lively and quick,

I knew in a moment it must be St. Nick.

More rapid than eagles his coursers they came,

And he whistled, and shouted, and called them by name;

"Now, Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!

On, Comet! on Cupid! on, Donder and Blitzen!

To the top of the porch! to the top of the wall!

Now dash away! dash away! dash away all!"

As dry leaves that before the wild hurricane fly,

When they meet with an obstacle, mount to the sky,

So up to the house-top the coursers they flew,

With the sleigh full of toys, and St. Nicholas too.



And then, in a twinkling, I heard on the roof

The prancing and pawing of each little hoof.

As I drew in my hand, and was turning around,

Down the chimney St. Nicholas came with a bound.

He was dressed all in fur, from his head to his foot,

And his clothes were all tarnished with ashes and soot;

A bundle of toys he had flung on his back,

And he looked like a peddler just opening his pack.

His eyes -- how they twinkled! his dimples how merry!

His cheeks were like roses, his nose like a cherry!

His droll little mouth was drawn up like a bow,

And the beard of his chin was as white as the snow;

The stump of a pipe he held tight in his teeth,

And the smoke it encircled his head like a wreath;

He had a broad face and a little round belly,

That shook, when he laughed like a bowlful of jelly.

He was chubby and plump, a right jolly old elf,

And I laughed when I saw him, in spite of myself;

A wink of his eye and a twist of his head,

Soon gave me to know I had nothing to dread;

He spoke not a word, but went straight to his work,

And filled all the stockings; then turned with a jerk,

And laying his finger aside of his nose,

And giving a nod, up the chimney he rose;

He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,

And away they all flew like the down of a thistle.



But I heard him exclaim, 'ere he drove out of sight,








"Happy Christmas to all, and to all a good-night."

quarta-feira, novembro 14, 2007

Dia Mundial da Diabetes



Até que enfim, o Dia Mundial da Diabetes e reconhecido pela ONU e até que enfim que o governo toma uma medida que se possa louvar: comparticipação total dos medicamentos para diabéticos. Assim, sim!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Crónicas da vida de um professor....

Pia de fininho!.... (by Loca....)


Crónica 1

Desde o meu ano de estágio, na famosa escola da Bela Vista, em Setúbal, que dou aulas de porta aberta. Aprendi com os excelentes colegas que lá tive que essa é uma das melhores formas de controlar barulhos, maus comportamentos ou seja o que for desse género. Não sei se é verdade ou não, mas o facto de estarmos expostos à escola dentro da nossa sala, tem-se mostrado muito bom na gestão da aula. Raramente tenho problemas disciplinares com os alunos e, nos casos em que há comportamentos menos adequados, a coisa resolve-se com cinco minutos de conversa e não passa disso mesmo uma parvoíce que durou os seus cinco minutos de vida.

Este ano, como vem sendo costume, não fecho as minhas salas de aula, nunca fecho a porta! Ora pois, um destes dias, ia eu dar aula no espaço exterior da escola, vulgo a minha Horta Pedagógica mas, por ser com uma turma dos cursos de educação e formação, resolvi organizar o trabalho e os grupos dentro da sala de aula que me está atribuida naquele período lectivo. Organizei os grupos de trabalho como sempre faço. Chamei três alunos para o quadro, porque precisava de três grupos nesse dia e eles foram um a um escolhendo os seus colegas. Quando estava a apontar no caderno quais os alunos que pertenciam a cada grupo, oiço um grande berro: "Tu, larga imediatamente esse bocado de giz....". Eu e todos os alunos viramo-nos, espantados para a porta. Lá estava uma das auxiliares de educação do bloco e, assim que viu a aluna em causa olhar para ela, repetiu: "Sim, é contigo mesmo, quem te disse que podes estar a escrever no quadro?"

Será possível isto? Estou a ver bem a coisa?

Crónica 2

A escola concorreu há dois anos aquele projecto CRIE para adquirir computadores portáteis. Foram-nos atribuidos 24 computadores que estão na biblioteca, de onde podem ser requisitados para utilização com as diferentes turmas. Nos cursos CEF costumo, semana sim, semana não, requisitar os computadores para que os alunos trabalhem on line, num blog criado para a disciplina, onde está toda a informação necessária, e aonde eles vão construindo os seus próprios materiais. A rede wireless da escola apenas chega a dois dos blocos e, sorte a minha, não existe em qualquer dos blocos onde lecciono estas turmas, por isso, costumo ir avisar as auxiliares de educação do bloco de que nessa hora irei para a sala de estudo, onde, além do professor/es que lá estão a cumprir serviço, não costuma estar mais ninguém. Hoje, durante a minha aula que decorria nesse espaço, entra uma das auxiliares de educação do bloco e este foi o diálogo entre nós: Professora, está no seu tempo de sala de estudo? Respondo-lhe que não, que estou a dar uma aula normal, do meu horário.
E tem autorização para vir para a sala de estudo?, respondo-lhe que avisei no bloco onde deveria estar.
Mas perguntou à professora do C.E. se podia vir?, ao que respondi: Não, mas agora preciso de autorização para vir para a sala de estudo?
Sabe, professora, se vem para aqui com os seus alunos, depois vai perturbar os professores que estão aqui a cumprir horário

Será que eu ouvi bem?

sexta-feira, outubro 19, 2007

The Great Global Warming Swidle

Isto é um programa que foi transmitido pouco tempo depois do filme "Uma Verdade Inconveniente" de Albert Gore Jr. ter estreado, como resposta ao mesmo. O filme refuta completamente a teoria do aquecimento global como consequência directa. Penso que vale a pena perder um tempinho com isto.

Link: sevenload.com

Adriano Correia de Oliveira - Tributo

Lisboa Internacional Flickr Meeting 2007

5 e 6 de Outubro
Organizado pela BB. Excelente, bela companhia, belas conversas, maravilhosas fotos. Uns dias muito bem passados. Obrigada BB por teres permitido este maravilhoso encontro.

BB (by Loca....)

Em Lisboa (by Loca....)

Dia 1 (by Loca....)

Dois 28 = 56 (by Loca....)

R e L (by Loca....)

Panteão por trás... (by Loca....)

3 in a row.... (by Loca....)

Poser (by Loca....)

Got you.... (by Loca....)

Untitled (by Loca....)

.... (by Loca....)

Sillhouettes and shapes (by Loca....)

Patiblue (by Loca....)

Mãe d'água (by Loca....)

Amantes de Lisboa.... (by Loca....)

quinta-feira, outubro 18, 2007

À Pá Sosse Quèé Iste?

Crónica de Opinião
por Demétrio Alves
(Engenheiro)

À Pá Sosse Quèé Iste?


De gente amiga recebi através de e-mail a notável peça que convosco quero partilhar. Trata-se de um texto feito por setubalense de gema que, no seu castiço jargão, critica as edificações em curso no futuro Parque Urbano de Albarquel. Baseia-se o criticante em fotografias que lhe suportam o texto, porventura tiradas a partir de uma embarcação de pesca ou recreio.

Por mim terei que enfiar a carapuça, ou seja, sinto que também sou responsável por alguma parte da substância criticada, embora discorde naquilo que tem a ver com os imóveis edificados no ex-parque de campismo. De facto, até me parece que o futuro espaço público poderá ser um valor acrescentado para Setúbal quando estiver acabado.

O objectivo, ao mostrar-vos o escrito, é dar-vos conta do pitoresco vernáculo setubalense, e do grande criticismo subjacente. Aliás, por vezes excessivo e potenciador de imobilismos.


Então aqui vai:

“À Pá Sosse tirrarrem as Raloutes du Parrque de Campissme parra porrem esta merrda de barracass?

Quem é que foi o vase de merrda que fez o Projete das Barracass pá?

Ainda porre cima serrem feitas du pladurre com uma janelas tam grandes que nemm se vê o marre.

Á Pá. Esta merrda é quéé a poles?

Querre dizerre, primerro fazerrem aquela merrda do Porretigue da Luísa Todi parra espectacles que ainda na vi nenhum, gastarrem um milhão de contes no Porretigue, agorra tarrem a gastarre uma porrada de dinherre a fazerr os acesses ao antigue parrque de campisme e quande um gaje chega à borrda d’água tem lá aquela merrda das barracass.

À Pá, os gajes que estão a fazerre aquilo merreciam erra com um rabo da rraia pu cú acima”


Então, digam lá, o Bocage poderia ser diferente daquilo que foi?

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=9677